Porque filosofia no segundo grau – FRANKLIN LEOPOLDO E SILVA

Posted: Julho 22, 2014 in Uncategorized

A pergunta pelas razoes que militam a favor da inserção de Filosofia no currículo de Segundo Grau seria ociosa se não evocasse uma outra, mais geral porém estreitamente relacionada com os estudos filosóficos no grau médio de ensino: é a questão da coordenação curricular intra e interdisciplinar à qual se acrescenta naturalmente o problema das relações entre currículo e formação.

Quando falamos em coordenação intradisciplinar, referimo-nos ao fato de que as disciplinas ministradas no Segundo Grau, bem como as das quatro últimas séries do Primeiro Grau, podem ser, cada uma delas, divididas em dois percursos paralelos de aprendizagem: um diz respeito ao conteúdo, o conjunto de informações articuladas que se passa ao aluno; outro refere-se aos requisitos e procedimentos cognitivos necessários ao trabalho em cada disciplina.

Normalmente, na prática do ensino, não há condições para se fazer uma distinção nítida entre as duas coisas, mas qualquer avaliação do rendimento escolar, e principalmente das dificuldades enfrentadas cotidianamente pelos professores, nos leva a ver aí a origem de muitas das dificuldades no plano da inter-relação entre a transmissão do conteúdo do ensino e as condições cognitivas de assimilação e compreensão da informação. No tratamento desta questão, deparamo-nos com duas dificuldades:

1) A formação continuada em nível de Primeiro Grau faz com que o aluno receba, em níveis crescentes de generalização teórica e particularização disciplinar, conjuntos articulados de informações básicas que são planejados para atenderem, de forma diferenciada, a necessidades presumivelmente próprias de cada estágio de formação, levando-se em conta condições gerais de cunho cognitivo correspondentes a diversas faixas etárias e diferentes fases de desenvolvimento. Apesar de serem levadas em conta, no planejamento do desenvolvimento escolar, condições gerais de apreensão cognitiva em termos de padrões médios, não há, evidentemente, uma preocupação maior com os requisitos cognitivos adequados ao trabalho de processamento compreensivo dos tipos específicos de informação correspondentes aos conjuntos de disciplinas de conteúdo diferenciado e de gêneros epistemológicos diversos.

Considera-se, com razão, que, sobretudo nas séries iniciais do Primeiro Grau, não existem condições para um desenvolvimento adequado de um processo a que poderíamos chamar aprender a aprender paralelamente ao aprendizado regular dos conteúdos disciplinares. Há quem julgue que parte das falhas do processo educacional reside aí. Por não vivenciar conscientemente o processo cognitivo, o aluno, ao aprender, não se reconhece no processo: quase se poderia dizer que, ao adquirir saber, não sabe o que está fazendo. E as conseqüências disto são conhecidas: aprendizado entendido exclusivamente como memorização, repetição mecânica de habilidades adquiridas, etc.

Para continuar lendo, vá à nossa Biblioteca:https://filosofiapibidufabc.wordpress.com/artigos/

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